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Fotografia: Filip Chmielecki / Unsplash · Polónia

Entre economias · 25

Metade dos trabalhadores temporários polacos tem contrato permanente um ano depois

Em Itália continua a ser um em cada cinco, a parte que os dois países tinham em 2015, e o valor fiável mais baixo da UE.

Um contrato temporário leva a um contrato permanente? Depende muito do país. Na Polónia e em Itália, há dez anos, cerca de um trabalhador temporário em cada cinco tinha um contrato permanente um ano depois. Eis o quanto os dois países se afastaram desde então, o que o número conta e o que não conta, e o que muda se está a recrutar ou a decidir se aceita um emprego temporário num deles.

50,7%das pessoas com contrato temporário na Polónia tinham um contrato permanente um ano depois, 2025
21,3%a mesma parte em Itália, o valor fiável mais baixo da UE
34,7%a União Europeia no seu conjunto

A Polónia acima da média da UE, a Itália no fundo da tabela

Roménia64,6%
Hungria58,3%
Polónia50,7%
Portugal44,1%
Países Baixos41,3%
Alemanha36,9%
UE34,7%
França28,2%
Espanha23,4%
Itália21,3%
Pessoas com contrato temporário num ano que têm contrato permanente no ano seguinte, em percentagem, média de três anos, valor datado de 2025. Os valores que o Eurostat assinala como de baixa fiabilidade ficam de fora. Eurostat, ilc_lvhl36, lido a 16 de outubro de 2026.

Metade na Polónia, um em cada cinco em Itália

No valor que o Eurostat atribui a 2025, 50,7% das pessoas com contrato temporário na Polónia tinham um contrato permanente um ano depois; em Itália, 21,3%. Na União Europeia no seu conjunto, a parte era de 34,7%. Os números vêm do quadro do Eurostat sobre transições no mercado de trabalho, atualizado a 15 de outubro de 2026.

O valor italiano é o mais baixo dos 20 Estados-Membros com um valor fiável para 2025. O da Bulgária, 17,0%, é mais baixo, mas o Eurostat assinala-o como de baixa fiabilidade, tal como faz com outros cinco Estados-Membros. A Roménia tem o mais alto, 64,6%, e a Polónia fica acima da Alemanha (36,9%), da França (28,2%) e da Espanha (23,4%).

Homens e mulheres têm valores próximos nos dois países: na Polónia, 52,6% dos homens e 48,8% das mulheres; em Itália, 22,4% e 20,1%.

Proveniência: Fonte
Pessoas com contrato temporário num ano que têm contrato permanente no ano seguinte, em percentagem, média de três anos, valor datado de 2025. Primeiro a União Europeia, depois os 26 Estados-Membros com valor, a começar pelo mais alto; o Luxemburgo não tem nenhum. Eurostat, ilc_lvhl36.
Estado-Membro2025Anotação do Eurostat
União Europeia34,7%
Roménia64,6%
Malta59,0%
Hungria58,3%
Letónia58,3%baixa fiabilidade
Croácia52,9%
Eslovénia52,6%
Irlanda52,2%baixa fiabilidade
Polónia50,7%
Chéquia47,0%
Eslováquia45,5%
Portugal44,1%
Suécia44,0%
Países Baixos41,3%
Áustria41,2%
Estónia41,2%baixa fiabilidade
Bélgica39,5%
Chipre38,9%
Alemanha36,9%
Dinamarca34,9%baixa fiabilidade
Finlândia33,5%
Lituânia31,1%baixa fiabilidade
França28,2%
Espanha23,4%
Grécia22,8%
Itália21,3%
Bulgária17,0%baixa fiabilidade

O que o número conta

O número acompanha pessoas, não contratos. Considera todas as pessoas com 18 ou mais anos que tinham um contrato temporário num ano e pergunta quantas tinham um contrato permanente no ano seguinte.

Não diz com que empregador, nem o que aconteceu às restantes. Entre as que não são contadas estão pessoas que continuam com contrato temporário, pessoas sem trabalho e pessoas que saíram da população ativa; a fonte não as separa.

Cada valor é uma média de três anos, de um inquérito que acompanha os mesmos agregados familiares. Isso atenua as oscilações de um ano isolado e mantém as amostras utilizáveis, mas os valores de 2025 de seis Estados-Membros continuam assinalados como de baixa fiabilidade, e a definição não diz que três pares de anos cobre o valor datado de 2025.

Proveniência: FonteO que isto conta
  1. O GRUPO: pessoas com 18 ou mais anos que tinham um contrato temporário no ano anterior. Não todos os trabalhadores, nem todos os contratos temporários assinados num ano.
  2. A MUDANÇA: a parte delas com contrato permanente no ano corrente. A fonte não diz se o contrato permanente é com o mesmo empregador, nem o que aconteceu às restantes: algumas continuam com contrato temporário, outras estão sem trabalho ou fora da população ativa.
  3. A MÉDIA: cada valor é uma média de três anos do EU-SILC, um inquérito que acompanha as mesmas pessoas de um ano para o outro. As amostras são pequenas, pelo que o Eurostat assinala alguns países como de baixa fiabilidade; esses ficam de fora de todas as comparações feitas aqui.

Assim, os 50,7% não dizem que metade dos trabalhadores da Polónia tem um emprego permanente: dizem que, das pessoas com contrato temporário num ano, cerca de metade tinha um contrato permanente no ano seguinte.

Um grupo de pessoas, uma mudança e uma média, e uma leitura que esqueça qualquer um deles diz o que a fonte não diz.

Ao mesmo nível há dez anos

No valor datado de 2015, os dois países estavam ao mesmo nível: 18,8% na Polónia, 19,8% em Itália. A parte polaca subiu todos os anos desde então, exceto em 2020, até 50,7%; a italiana desceu para 14,4% em 2019, subiu para 26,7% em 2021 e voltou a 21,3%.

O maior salto de um valor para o seguinte na Polónia deu-se entre os datados de 2022 e de 2023, de 32,8% para 47,2%. Como cada valor é a média de três anos, uma mudança dessa dimensão reparte-se por vários deles.

Nos mesmos dez anos, a parte da UE subiu de 21,8% para 34,7%. A Itália ficou abaixo dela em todos os anos desde 2015; a Polónia ficou acima em todos os anos, exceto em 2015, 2016 e 2022.

Proveniência: Fonte
Polónia, Itália e União Europeia: pessoas com contrato temporário num ano que têm contrato permanente no ano seguinte, em percentagem, média de três anos, segundo o ano a que o Eurostat atribui o valor. Os valores da UE de 2015 a 2018 são estimativas do Eurostat. Eurostat, ilc_lvhl36.
AnoPolóniaItáliaUE
201518,8%19,8%21,8%
201622,0%20,1%22,8%
201725,7%16,3%23,6%
201830,0%14,8%24,5%
201934,8%14,4%25,6%
202028,3%19,8%27,2%
202131,5%26,7%29,8%
202232,8%26,0%33,3%
202347,2%25,6%36,5%
202448,4%19,7%36,3%
202550,7%21,3%34,7%

O que estes números não dizem

Não dizem porquê. Nada aqui mede o limite que a Polónia impôs em 2016 aos contratos a termo, o Jobs Act italiano de 2015 nem o seu «Decreto Dignidade» de 2018, e nenhuma política é avaliada.

Não dizem quantas pessoas têm contrato temporário em qualquer um dos dois países, quanto recebem nem quantas horas trabalham, e não dizem se um contrato permanente veio do mesmo empregador.

Não dizem o que vem a seguir. Os números são médias de três anos de um inquérito de painel, e nada disto é uma previsão.

O que isto significa para si

Se lhe oferecem um contrato temporário em Itália

Em Itália, 21,3% das pessoas com contrato temporário tinham um contrato permanente um ano depois, o valor fiável mais baixo da UE. Lá, encare uma oferta temporária como um emprego de pleno direito, não como um passo que costuma levar a um contrato permanente no prazo de um ano: pergunte na entrevista quantas pessoas nessa função passaram a contrato permanente, e avalie a oferta pela sua duração e pelas suas condições tal como estão.

Se recruta com contratos temporários na Polónia

Na Polónia, 50,7% das pessoas com contrato temporário tinham um contrato permanente um ano depois, acima dos 34,7% da UE. Os candidatos têm aí razões para esperar que um contrato temporário possa levar a um permanente. Se o seu pode, diga-o no anúncio e diga quando é tomada a decisão; se não pode, diga-o também.

Como foi contado

Método

  1. Um quadro. Eurostat, ilc_lvhl36 (transições no mercado de trabalho de contratos temporários para permanentes, por sexo, média de 3 anos), atualizado a 15 de outubro de 2026 e lido através da API de difusão do Eurostat a 16 de outubro de 2026 às 09:43 (+01:00).
  2. A MEDIDA. Tal como a define o painel de indicadores sociais da Comissão Europeia (SWD(2017) 200, 26 de abril de 2017): a percentagem de pessoas com 18 ou mais anos cuja situação profissional passou de um contrato temporário no ano anterior para um contrato permanente no ano corrente, em média de três anos. Os valores são apresentados tal como publicados, com uma casa decimal.
  3. A FONTE. O EU-SILC, as estatísticas da UE sobre o rendimento e as condições de vida, cuja componente longitudinal acompanha os mesmos agregados familiares durante quatro ou mais anos. Os metadados do Eurostat para o quadro são a página geral do EU-SILC e não dizem que três pares de anos cobre cada média; esta edição data os valores como o Eurostat o faz, e não com mais precisão.
  4. LIMITES. O Luxemburgo não tem valor para 2025. A Bulgária, a Dinamarca, a Estónia, a Irlanda, a Letónia e a Lituânia têm a anotação de baixa fiabilidade do Eurostat (o valor da Lituânia é também provisório); figuram no quadro, mas ficam de fora do gráfico e de todas as comparações. Nenhum valor polaco ou italiano de 2015 a 2025 tem anotação; os valores da UE de 2015 a 2018 são estimativas do Eurostat.
  5. O CÁLCULO DA REDAÇÃO. «Metade»: 50,7 em 100. «Um em cada cinco»: 21,3, e 18,8 e 19,8 em 2015. «Valor fiável mais baixo»: o valor de 2025 mais baixo entre os 20 Estados-Membros sem anotação.
O que os dados estabelecem, e o que não

O que os dados estabelecem

  • No valor que o Eurostat atribui a 2025, 50,7% das pessoas com contrato temporário na Polónia tinham um contrato permanente um ano depois, contra 21,3% em Itália e 34,7% na UE no seu conjunto.
  • Em 2015, os dois países estavam ao mesmo nível, com 18,8% e 19,8%.
  • O valor italiano é o mais baixo dos 20 Estados-Membros com um valor fiável para 2025.
  • Homens e mulheres têm valores próximos nos dois países.

O que não estabelecem

  • Porquê: nenhuma causa é medida, incluindo o limite que a Polónia impôs em 2016 aos contratos a termo ou as reformas laborais de Itália.
  • Se o contrato permanente veio do mesmo empregador.
  • O que aconteceu aos restantes: se continuam com contrato temporário, sem trabalho ou fora da população ativa.
  • Quantas pessoas têm contrato temporário, quanto ganham ou quanto tempo trabalham.
  • O que vem a seguir: nada aqui é uma previsão.
Fontes primárias

A BabZituna avalia cada vaga face ao seu perfil em seis dimensões reais, e publica o que consegue e o que não consegue medir. Ver o mercado em direto.

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