Metade em Itália, um em cada quarenta nos Países Baixos
Em 2025, 51,0% dos trabalhadores a tempo parcial dos 20 aos 64 anos em Itália disseram trabalhar a tempo parcial porque não encontravam um emprego a tempo completo; nos Países Baixos, 2,4%. Na União Europeia no seu conjunto, a parte era de 18,4%. Os números vêm dos quadros do inquérito às forças de trabalho do Eurostat, atualizados a 10 de setembro de 2026.
Os Países Baixos têm a parte mais baixa de todos os Estados-Membros, e a Itália a segunda mais alta. A Roménia tem a mais alta, 62,6%, mas aí o trabalho a tempo parcial é raro: 2,3% das pessoas empregadas. A Espanha (46,6%) e a Grécia (39,2%) vêm a seguir à Itália; a Alemanha está nos 5,4%.
Os homens que trabalham a tempo parcial indicam essa razão com mais frequência do que as mulheres: em Itália, 66,1% dos homens e 46,6% das mulheres; nos Países Baixos, 3,9% e 2,0%.
| Estado-Membro | Sem emprego a tempo completo, % do tempo parcial | Tempo parcial, % dos empregados | Anotação do Eurostat |
|---|---|---|---|
| União Europeia | 18,4% | 17,0% | |
| Roménia | 62,6% | 2,3% | |
| Itália | 51,0% | 15,3% | |
| Espanha | 46,6% | 13,1% | definição de tempo parcial diferente |
| Grécia | 39,2% | 5,1% | |
| Bulgária | 38,2% | 1,7% | |
| Chipre | 36,3% | 7,3% | |
| Portugal | 35,8% | 6,8% | |
| Finlândia | 31,1% | 15,6% | |
| Letónia | 27,5% | 7,5% | |
| Croácia | 23,3% | 2,9% | |
| Suécia | 23,1% | 17,5% | |
| França | 21,3% | 16,7% | definição de tempo parcial diferente |
| Bélgica | 19,7% | 24,3% | |
| Estónia | 19,3% | 12,8% | |
| Lituânia | 18,8% | 5,4% | |
| Chéquia | 17,1% | 7,8% | |
| Hungria | 16,3% | 4,6% | |
| Eslováquia | 12,6% | 4,2% | |
| Polónia | 10,7% | 6,0% | |
| Luxemburgo | 10,4% | 17,8% | baixa fiabilidade |
| Irlanda | 9,6% | 17,1% | |
| Áustria | 7,0% | 30,2% | |
| Dinamarca | 6,6% | 23,1% | |
| Eslovénia | 6,1% | 7,8% | baixa fiabilidade |
| Alemanha | 5,4% | 29,2% | |
| Malta | 5,2% | 9,1% | baixa fiabilidade |
| Países Baixos | 2,4% | 38,9% |
O que o número conta
O número é uma parte dos trabalhadores a tempo parcial, não de todos os trabalhadores. Considera todas as pessoas dos 20 aos 64 anos cujo emprego principal é a tempo parcial e regista a razão principal que indicam. Não conseguir encontrar um emprego a tempo completo é uma de sete respostas.
As outras respostas ficam com o resto. Nos Países Baixos, a mais frequente é cuidar de crianças ou de adultos com deficiência (37,3%), seguida de educação ou formação (18,7%). Em Itália, a falta de um emprego a tempo completo é seguida de outras razões familiares (17,1%), outras razões pessoais (12,4%) e cuidar de crianças ou de adultos com deficiência (11,7%).
Tempo parcial não quer dizer o mesmo em todo o lado. Na maioria dos países, é a descrição que o próprio inquirido faz do seu emprego; nos Países Baixos, significa trabalhar habitualmente menos de 35 horas por semana. As partes de tempo parcial de Espanha e de França têm a anotação do Eurostat de definição diferente.
- O GRUPO: pessoas dos 20 aos 64 anos cujo emprego principal é a tempo parcial. Não todos os trabalhadores: são 15,3% das pessoas empregadas em Itália e 38,9% nos Países Baixos.
- A RESPOSTA: a razão principal que indicam para trabalhar a tempo parcial. Não conseguir encontrar um emprego a tempo completo é uma de sete; as outras são cuidar de crianças ou de adultos com deficiência, outras razões familiares, outras razões pessoais, educação ou formação, doença ou deficiência própria, e outras razões.
- A DEFINIÇÃO: na maioria dos países, o tempo parcial é a descrição que o próprio inquirido faz do seu emprego. Nos Países Baixos, significa trabalhar habitualmente menos de 35 horas por semana.
Assim, os 51,0% não dizem que metade dos trabalhadores de Itália está presa a empregos a tempo parcial: dizem que, das pessoas que trabalham a tempo parcial, cerca de metade indicou a falta de um emprego a tempo completo como razão principal.
Um grupo de trabalhadores, uma resposta e uma definição que difere, e uma leitura que esqueça qualquer um deles diz o que a fonte não diz.
Os que mais trabalham a tempo parcial, os que menos o fazem por falta de emprego
Os Países Baixos têm a maior parte de trabalho a tempo parcial da UE: 38,9% das pessoas empregadas, contra 15,3% em Itália e 17,0% na UE no seu conjunto. A Áustria (30,2%) e a Alemanha (29,2%) vêm a seguir, e em ambas a parte involuntária também é baixa: 7,0% e 5,4%.
Juntando os dois números, a ordem inverte-se. Segundo o cálculo da redação, as pessoas que trabalham a tempo parcial porque não encontravam um emprego a tempo completo são cerca de oito em cada cem trabalhadores em Itália e cerca de um em cada cem nos Países Baixos, embora os Países Baixos tenham duas vezes e meia a parte de trabalho a tempo parcial de Itália.
Desde 2021
A parte italiana desceu todos os anos desde 2021, de 62,8% para 51,0%. A dos Países Baixos passou de 4,2% para 2,4%, e a da UE de 24,0% para 18,4%.
Nos mesmos anos, a parte de tempo parcial em Itália também desceu, de 18,2% para 15,3% das pessoas empregadas, enquanto os Países Baixos se mantiveram em cerca de dois em cada cinco: 39,0% em 2021, 38,9% em 2025.
A série começa em 2021 de propósito. Nesse ano, o inquérito passou a reger-se por um novo regulamento da UE, e o Eurostat assinala uma quebra de série para a Itália, os Países Baixos e a UE; os valores anteriores não são comparados aqui.
| Ano | Itália | Países Baixos | UE |
|---|---|---|---|
| 2021 | 62,8% | 4,2% | 24,0% |
| 2022 | 57,8% | 3,1% | 21,6% |
| 2023 | 54,9% | 2,3% | 20,1% |
| 2024 | 51,3% | 2,5% | 19,0% |
| 2025 | 51,0% | 2,4% | 18,4% |
O que estes números não dizem
Não dizem porquê. Nenhuma legislação laboral, nenhum sistema de guarda de crianças e nenhuma situação económica é medida aqui, nem em Itália, nem nos Países Baixos, nem em qualquer outro lado.
Não dizem quem aceitaria mais horas agora: o Eurostat mede isso à parte, como subemprego. Não dizem que os outros trabalham a tempo parcial por opção, apenas que outra razão indicaram, e não dizem nada sobre salários nem sobre quantas horas cada pessoa trabalha.
Não dizem o que vem a seguir. São números anuais de um inquérito, e nada disto é uma previsão.



