Quarenta e cinco em cada cem empregados, catorze em cada cem dirigentes
No seu último ano publicado, as mulheres eram 45,2% dos empregados do Japão e 14,5% dos seus dirigentes de nível superior e intermédio; nas Filipinas eram 40,9% dos empregados e 43,5% dos dirigentes. O Japão fica em 111.º de 115 países pela parte das mulheres entre os dirigentes, as Filipinas em 19.º. A tabela coloca os dois entre as outras economias em que esta redação publica, mais os Estados Unidos, o Brasil, o Egito, o Paquistão e o Bangladeche.
As partes vão de um extremo ao outro da escala. As mulheres são pelo menos metade dos dirigentes de nível superior e intermédio em seis dos 115 países e menos de um quinto em dez; o país mediano fica nos 34,9%. As Bahamas, com 57,8%, registam a parte mais alta e o Bangladeche, com 7,2%, a mais baixa, embora as mulheres sejam lá 33,1% dos empregados. Entre as dezoito, os Estados Unidos são os mais altos, com 44,1%.
Face ao seu peso na força de trabalho, as mulheres estão sub-representadas na direção quase em todo o lado. Em 94 dos 115 países a sua parte entre os dirigentes é menor do que a sua parte entre os empregados, e a razão mediana entre ambas é 0,79. A do Japão é 0,32, a terceira mais baixa, depois do Bangladeche com 0,22 e de Angola; a da Índia é 0,38 e a do Paquistão 0,40. Em 21 países a razão é superior a um, entre eles as Filipinas com 1,06; o Egito, com 0,98, está perto da paridade, com as mulheres em cerca de 22% de ambos.
| Economia | Ano | Mulheres, % dos dirigentes | Mulheres, % dos empregados | Razão | Posição em 115 |
|---|---|---|---|---|---|
| Estados Unidos | 2025 | 44,1% | 47,1% | 0,94 | 16 |
| Filipinas | 2024 | 43,5% | 40,9% | 1,06 | 19 |
| Polónia | 2025 | 40,6% | 46,2% | 0,88 | 29 |
| Reino Unido | 2025 | 40,5% | 48,6% | 0,83 | 30 |
| França | 2024 | 38,7% | 48,8% | 0,79 | 38 |
| Brasil | 2025 | 38,7% | 43,4% | 0,89 | 39 |
| Portugal | 2024 | 38,7% | 49,3% | 0,78 | 40 |
| Espanha | 2024 | 37,0% | 46,4% | 0,80 | 48 |
| Tailândia | 2025 | 34,5% | 46,3% | 0,75 | 60 |
| Alemanha | 2024 | 27,7% | 46,8% | 0,59 | 82 |
| Vietname | 2024 | 26,1% | 48,0% | 0,54 | 89 |
| Indonésia | 2023 | 24,8% | 39,2% | 0,63 | 96 |
| Egito | 2024 | 22,3% | 22,7% | 0,98 | 101 |
| Turquia | 2025 | 21,7% | 33,1% | 0,66 | 102 |
| Japão | 2023 | 14,5% | 45,2% | 0,32 | 111 |
| Índia | 2025 | 11,9% | 31,2% | 0,38 | 113 |
| Paquistão | 2025 | 9,6% | 24,2% | 0,40 | 114 |
| Bangladeche | 2024 | 7,2% | 33,1% | 0,22 | 115 |
O rendimento não fecha a diferença
Entre os 115, a parte das mulheres entre os dirigentes move-se com o rendimento apenas fracamente, a mais 0,27 com o logaritmo do PIB por pessoa, e a sua razão face à parte entre os empregados quase nada, a mais 0,10. Onde as mulheres têm mais empregos, não têm necessariamente mais lugares de direção: as duas partes correlacionam-se a mais 0,27. O Vietname mostra-o, com as mulheres em 48,0% dos empregados e 26,1% dos dirigentes.
Ordenados por terços de rendimento, o terço mais rico está abaixo da paridade em 36 dos seus 39 países, o mais pobre em 30 de 38 e o do meio em 28 de 38. A razão média é 0,75 no terço mais pobre, 0,87 no do meio e 0,77 no mais rico: é o meio da escala de rendimento, e não o topo, que mais se aproxima da paridade.
O Japão e as Filipinas estão dos dois lados dessa constatação. O rendimento por pessoa do Japão é 4,6 vezes o das Filipinas, e está no terço mais rico; as Filipinas estão no mais pobre. Entre os países ricos, a razão continua a variar muito: 0,32 no Japão, 0,59 na Alemanha, 0,94 nos Estados Unidos.
- OS DIRIGENTES são as pessoas que um inquérito ao emprego classifica em três grupos da classificação internacional de profissões (CITP-08 11, 12 e 13): diretores executivos, dirigentes da administração pública e membros do poder legislativo; diretores de serviços administrativos e comerciais; diretores de produção e de serviços especializados. Os diretores de hotelaria, comércio e outros serviços (grupo 14) ficam de fora.
- A REFERÊNCIA é a parte das mulheres entre todas as pessoas empregadas com 15 anos ou mais, no mesmo inquérito no mesmo ano. A razão divide a primeira parte pela segunda: 1 significa que as mulheres estão tão presentes entre os dirigentes como entre os empregados, 0,5 metade.
- AMBAS SÃO CONTAGENS DE PESSOAS. Uma mulher que dirige uma equipa de cinco e um homem que dirige um ministério contam uma vez cada um. Nenhuma das partes diz nada sobre o salário, sobre a hierarquia dentro da direção ou sobre os conselhos de administração.
Por isso os 14,5% do Japão não dizem que 14 empresas em cada cem são dirigidas por mulheres, nem quanto recebem os dirigentes: dizem que 14,5 em cada cem pessoas que o inquérito classifica como dirigentes de nível superior ou intermédio são mulheres, quando as mulheres são 45,2 em cada cem de todos os empregados. E a razão superior a um das Filipinas diz que lá as mulheres são uma parte maior dos dirigentes do que dos empregados, não que recebam mais ou sejam promovidas mais depressa.
Duas partes do mesmo inquérito, e uma leitura que perca o que cada uma conta diz algo que a fonte não diz.
O que os dados estabelecem
- No seu último ano publicado, as mulheres eram 14,5% dos dirigentes de nível superior e intermédio do Japão e 45,2% dos seus empregados (2023), uma razão de 0,32, a terceira mais baixa de 115 países; nas Filipinas, 43,5% dos dirigentes e 40,9% dos empregados (2024), uma razão de 1,06.
- Entre os 115, a parte mediana das mulheres entre os dirigentes é de 34,9%; seis países estão nos 50% ou mais e dez abaixo dos 20%; o intervalo vai de 7,2% no Bangladeche a 57,8% nas Bahamas.
- Em 94 dos 115, a parte das mulheres entre os dirigentes é menor do que a sua parte entre os empregados; a razão mediana é 0,79, e 21 países estão acima de um.
- A parte de dirigentes correlaciona-se a mais 0,27 com o logaritmo do rendimento e a razão a mais 0,10; o terço mais rico dos países está abaixo da paridade em 36 de 39, o mais pobre em 30 de 38 e o do meio em 28 de 38, com razões médias de 0,77, 0,75 e 0,87.
O que não estabelecem
- Que as mulheres dirigentes recebam menos ou mais. O salário não está nestes valores.
- Nada sobre os conselhos de administração ou os diretores executivos por si sós. A direção é aqui uma categoria de inquérito que abrange três grupos de profissões.
- Que alguma parte tenha subido ou descido. Um ano por país, e anos diferentes entre países: nada aqui é uma tendência.
- Nenhuma causa, nem a lei, nem as quotas, nem o cuidado dos filhos, nem o horário de trabalho, nem a escolaridade, nem o costume. Nenhuma é medida aqui.
- Nada sobre a Coreia do Sul, a China ou Marrocos, que não publicam esta série, nem sobre as partes das economias pequenas, onde a direção é uma amostra pequena.
Método
- Duas medidas do mesmo inquérito. Fluxo ILOSTAT DF_SDG_0552_NOC_RT, indicador ODS 5.5.2, proporção de mulheres em cargos de direção de nível superior e intermédio, e DF_EMP_TEMP_SEX_AGE_NB, emprego por sexo, todas as pessoas com 15 anos ou mais, lidos através da API SDMX da OIT a 19 de setembro de 2026. Para cada país usa-se o último ano de 2022 a 2025 em que ambas vêm do mesmo inquérito; cada valor é um inquérito nacional ao emprego ou aos agregados familiares harmonizado pela OIT.
- OS AGREGADOS NÃO SÃO PAÍSES. As regiões e os grupos de rendimento foram retirados mantendo apenas os códigos da lista de países do Banco Mundial, o que deixa 117 países com uma parte de dirigentes desde 2022, e 115 com um valor de emprego do mesmo inquérito no mesmo ano: 50 cujo último ano é 2024, 44 com 2025, 11 com 2023 e 10 com 2022. Cada posição e cada contagem são sobre os 115. A Coreia do Sul, a China e Marrocos não publicam esta série, e é por isso que a tabela reúne treze dos dezasseis mercados desta redação e cinco outras economias.
- A mediana é o 58.º dos 115 valores, 34,88%, mostrada como 34,9%. A razão é a parte entre os dirigentes dividida pela parte entre os empregados, no mesmo país e ano; a sua mediana é 0,793, mostrada como 0,79, e a diferença mediana entre as duas partes é de 9,5 pontos. Seis países estão nos 50% ou mais e dez abaixo dos 20%; em 94 a razão é inferior a um e em 21 superior.
- As correlações são coeficientes de Pearson entre os 115, entre a parte de dirigentes, e a razão, e o logaritmo natural do PIB per capita em PPC (Banco Mundial NY.GDP.PCAP.PP.KD, 2024); e entre a parte de dirigentes e a parte de empregados. Os terços de rendimento cortam os 115 a cerca de 12 000 e 36 000 dólares; a razão de cada terço é a média não ponderada dos seus membros. Descrevem como os valores se dispõem entre países, não como algum país se moveu.
- A direção é um grupo pequeno num inquérito às famílias, e nas economias pequenas a sua parte pode oscilar de um ano para o outro: o Montenegro marca 22,7% em 2023 e 48,1% em 2024. O artigo não cita nenhum valor que assente numa amostra assim. O arredondamento faz-se uma só vez, na apresentação: a razão do Japão é 0,320 a partir de 14,494 e 45,241, e o seu rendimento por pessoa é 4,6 vezes o das Filipinas, 47 480 contra 10 378 dólares.
Fontes primárias
- ILOSTATSDG indicator 5.5.2: Proportion of women in senior and middle management positionsDF_SDG_0552_NOC_RT · 19 de setembro de 2026
- ILOSTATEmployment by sex and ageDF_EMP_TEMP_SEX_AGE_NB · 19 de setembro de 2026
- World Bank Open DataGDP per capita, PPP (constant 2021 international $)NY.GDP.PCAP.PP.KD · 19 de setembro de 2026
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