À frente no total, atrás profissão a profissão
As Filipinas publicam uma das disparidades mais favoráveis às mulheres do conjunto. Sobre todos os assalariados em 2024 a sua disparidade salarial horária é de menos 15,3%: a mulher média ganha 122,2 pesos à hora e o homem médio 105,9. Entre 80 economias, apenas quatro declaram um número mais favorável às mulheres.
O mesmo inquérito, cortado pelas nove famílias de profissões em que a OIT classifica as ocupações, diz outra coisa. Os homens recebem mais em sete das nove, e a disparidade da família mediana é de 6,3%. As duas famílias onde as mulheres estão à frente são as profissões elementares e o pessoal administrativo; na agricultura qualificada a disparidade chega a 39,4% no outro sentido.
O que se move entre as duas contagens não é o salário, é quem faz que trabalho. As filipinas assalariadas concentram-se nas famílias mais bem pagas e os filipinos nas pior pagas, pelo que a média de todos os assalariados carrega tanto a arrumação como a disparidade, e a arrumação é a maior das duas. Em todo o conjunto, a disparidade por família de profissões da economia mediana excede em 5,8 pontos a sua disparidade de todos os assalariados.
| Economia | Ano | Todos os assalariados | Família de profissões mediana | Famílias que pagam mais aos homens, de nove | Posição de 80 |
|---|---|---|---|---|---|
| Filipinas | 2024 | -15,3% | 6,3% | 7 | 5 |
| Paquistão | 2021 | -5,1% | 12,0% | 7 | 11 |
| Colômbia | 2025 | -4,6% | 2,4% | 5 | 13 |
| Tailândia | 2025 | -4,2% | 9,5% | 7 | 14 |
| Itália | 2020 | -2,5% | 4,2% | 6 | 16 |
| México | 2025 | 0,1% | 5,7% | 8 | 25 |
| Grécia | 2020 | 3,5% | 11,3% | 8 | 30 |
| Türkiye | 2025 | 5,0% | 11,1% | 9 | 34 |
| França | 2024 | 5,4% | 4,9% | 8 | 36 |
| Portugal | 2025 | 7,7% | 11,7% | 9 | 43 |
| Vietname | 2024 | 8,7% | 13,8% | 9 | 48 |
| Brasil | 2025 | 10,0% | 15,8% | 8 | 52 |
| Reino Unido | 2025 | 13,4% | 13,0% | 8 | 54 |
| Indonésia | 2023 | 13,5% | 23,8% | 9 | 55 |
| Estados Unidos | 2025 | 19,2% | 23,6% | 9 | 68 |
| Índia | 2025 | 19,5% | 28,5% | 8 | 70 |
| Uganda | 2021 | 48,3% | 46,4% | 9 | 80 |
Vinte e duas economias, a mesma inversão
Contada sobre o conjunto dos assalariados, a disparidade favorece os homens em 56 das 80 economias, e o número mediano é 6,8%. Contada dentro da família de profissões mediana, favorece-os em 78 das 80, e o número mediano é 12,5%. Só o Afeganistão e o Belize pagam mais às mulheres na sua família de profissões do meio.
Vinte e duas economias declaram uma disparidade de conjunto nula ou favorável às mulheres enquanto a sua família de profissões mediana paga mais aos homens. A Itália é uma, com menos 2,5% no total e 4,2% dentro da família mediana. A Tailândia é outra, menos 4,2% e 9,5%. O Paquistão, a Jordânia, a Tunísia, a Malásia e quase toda a América Central estão no mesmo grupo, e a inversão não é propriedade nem dos países ricos nem dos pobres.
O rendimento não ordena nada disto. A disparidade de todos os assalariados correlaciona-se a 0,11 com o logaritmo do rendimento por habitante e a disparidade por família de profissões a menos 0,11, e nenhuma delas avança num só sentido através dos terços de rendimento: medianas de conjunto de 11,2%, 1,5% e 7,6% do terço mais pobre ao mais rico, medianas por família de 17,9%, 10,4% e 12,0%. O Uganda carrega a disparidade mais larga do conjunto, 48,3% sobre todos os assalariados, e doze economias situam-se acima dos 19,2% dos Estados Unidos.
O que manter a profissão constante não faz
Não transforma isto em salário igual para trabalho igual. Nove famílias de profissões é o controlo mais grosseiro possível, e a arrumação mais fina sobrevive dentro de cada uma: que especialidade, que empregador, que antiguidade, quantos anos no posto. Uma disparidade que permanece depois de juntar um cirurgião a um professor primário não foi ajustada por grande coisa.
Também não faz do número um sinal de contratação. A família mais larga é a do artesanato e ofícios, com uma mediana de 18,1% nas 80; aquela em que os homens estão à frente em mais economias é a dos especialistas das atividades intelectuais e científicas, 74 de 80; a mais estreita é a do pessoal administrativo, com 5,9%. São médias sobre trabalhos muito diferentes, e nenhuma descreve uma vaga em concreto.
E a disparidade é a mesma medida dos dois lados da comparação. Em 15 das 80 economias a família de profissões mediana é MAIS ESTREITA do que o número de todos os assalariados, entre elas a França, com 4,9% contra 5,4%. Manter a família de profissões constante não alarga automaticamente uma disparidade. Alarga-a em 65 das 80 por causa de como se reparte o trabalho de homens e mulheres, o que é um facto sobre a repartição e não sobre a medida.
- A disparidade é HORÁRIA, e é bruta. As horas já estão divididas, portanto nada nela é o trabalho a tempo parcial que as mulheres exercem mais. Mas nada mais é mantido constante: é a distância entre duas médias, não uma estimativa do que uma mulher recebe pelo trabalho de um homem. A série publicada foi verificada contra os próprios ganhos horários da OIT, que a reproduzem em 5 172 células comparáveis de 5 172, enquanto a série mensal reproduz 47.
- Uma família de profissões é um dos NOVE grandes grupos da CITP-08, não uma profissão. Os «especialistas das atividades intelectuais e científicas» juntam um cirurgião e um professor primário; «serviços e vendas» junta um empregado de loja e um gerente de restaurante. Manter a família constante retira a arrumação mais grosseira entre trabalho de homens e de mulheres, e deixa intacta toda a arrumação mais fina dentro dela.
- Quem entra na média é decidido pelo mercado de trabalho, não pelo estatístico. Só são contados os assalariados com ganhos declarados, pelo que onde poucas mulheres têm emprego remunerado as que têm são excecionalmente qualificadas e o número de conjunto pode favorecê-las. O Afeganistão marca menos 125%. É por isso que a comparação é feita aqui entre duas contagens DENTRO de uma economia, nunca entre os níveis de duas economias.
Assim, o menos 15,3% das Filipinas não diz que ali se paga mais às mulheres pelo mesmo trabalho, e os seus 6,3% não dizem que ali se paga aos homens mais 6,3% pelo mesmo trabalho: dizem que em 2024 a assalariada média ganhava 15,3% mais à hora do que o assalariado médio, e que das nove famílias de profissões em que podia estar a trabalhar, sete pagavam mais aos homens, a do meio em 6,3%.
Uma disparidade horária, calculada duas vezes sobre os mesmos inquiridos, e uma leitura que esquece o que é mantido constante diz o que a fonte não diz.
O que estas disparidades não dizem
Não dizem que às mulheres se paga menos pelo mesmo posto. O controlo aqui é um grupo de profissões, não um posto, e nem as horas, nem o contrato, nem a antiguidade, nem a empresa são mantidos constantes. O que as duas contagens estabelecem juntas é mais estreito e mais firme: a média de conjunto não é um resumo do que acontece dentro do trabalho.
Não classificam as economias. Quem entra na média depende de quem tem emprego remunerado, pelo que um país onde poucas mulheres trabalham pode declarar uma disparidade a seu favor sem que nada no seu mercado de trabalho o seja. Os menos 125% do Afeganistão são isso, e é por isso que toda a comparação é feita aqui dentro de uma economia.
E não nomeiam causa nenhuma. A segregação profissional, as horas, a antiguidade, a empresa, a negociação, a discriminação e a composição de quem trabalha por um salário estão todas por trás destes dois números, e nenhuma é medida aqui. Cada economia aparece uma vez, no seu próprio último ano: nada aqui diz que uma disparidade se alargou ou se estreitou.



