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Fotografia: John Fornander / Unsplash · Espanha

Entre economias · 20

Espanha ganha 480 000 pessoas empregadas e a Alemanha perde 215 000

Os fabricantes alemães empregam menos 176 000 pessoas do que há um ano; os espanhóis, mais 62 000.

Em doze meses, o número de pessoas empregadas em Espanha cresceu quase meio milhão, enquanto o da Alemanha encolheu mais de duzentas mil. As contas nacionais do Eurostat mostram que ramos de atividade se mexeram em cada país, e em que sentido foi cada Estado-Membro. Eis a repartição, o que esta contagem mede e não mede, e o que muda se recruta ou procura trabalho em Espanha ou na Alemanha.

+480 000pessoas empregadas a mais em Espanha no segundo trimestre de 2026 do que um ano antes, uma subida de 2,1%
-215 000a menos na Alemanha no mesmo ano, uma descida de 0,5%, para 45,7 milhões
-176 000pessoas a menos empregadas pela indústria transformadora alemã do que um ano antes, menos 2,4%

Espanha tem mais 12,3% de pessoas empregadas do que no fim de 2019, e a Alemanha mais 0,7%

Irlanda118,9
Chipre114,1
Luxemburgo113,1
Espanha112,3
Croácia111,7
Dinamarca108,6
Países Baixos108,0
Itália107,3
Lituânia107,3
Eslovénia105,1
Bélgica104,7
Suécia104,7
Bulgária104,5
Hungria103,7
Áustria103,5
Estónia103,5
Finlândia102,2
Alemanha100,7
Eslováquia99,4
Letónia97,6
Roménia95,0
Pessoas empregadas no segundo trimestre de 2026 por cada 100 no fim de 2019, emprego total, conceito interno, ajustado de sazonalidade e de efeitos de calendário, nos 21 Estados-Membros que publicam essa série. Eurostat namq_10_pe, lido a 27 de setembro de 2026.

Dois países, anos opostos

Entre o segundo trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, o número de pessoas empregadas em Espanha aumentou 480 000, para 23,1 milhões, uma subida de 2,1%. Na Alemanha diminuiu 215 000, para 45,7 milhões, uma descida de 0,5%. A Itália ganhou 392 000, uma subida de 1,5%. O conjunto da União Europeia ganhou 1 021 000, uma subida de 0,5%.

Vinte e um Estados-Membros publicam a série ajustada tanto de sazonalidade como de efeitos de calendário. Em 17 dos 21 o número de pessoas empregadas aumentou ao longo do ano; em quatro diminuiu: a Alemanha, a Roménia, a Finlândia e a Áustria. A Roménia perdeu 99 000, a Finlândia 21 000 e a Áustria 8000.

Face ao fim de 2019, o último trimestre antes da pandemia, a distância é ainda maior. Espanha tem mais 12,3% de pessoas empregadas do que então, a Itália mais 7,3% e a Alemanha mais 0,7%. Três Estados-Membros estão abaixo do seu nível do fim de 2019: a Eslováquia, a Letónia e a Roménia.

Proveniência: Fonte
Pessoas empregadas, emprego total no conceito interno, milhares de pessoas, ajustado de sazonalidade e de efeitos de calendário, segundo trimestre de 2025 e de 2026. A variação e a sua percentagem são aritmética sobre os dois níveis publicados; a última coluna é o segundo trimestre de 2026 por cada 100 pessoas empregadas no fim de 2019. Ordenado por essa coluna. Seis Estados-Membros publicam apenas uma série ajustada de sazonalidade e não são mostrados.
Estado-Membro2.º T 2025, milhares2.º T 2026, milharesVariação, milharesVariação, %2.º T 2026, fim de 2019 = 100
União Europeia220 351,6221 373,0+1021,4+0,5%105,2
Irlanda2807,02824,5+17,5+0,6%118,9
Chipre515,1523,7+8,5+1,7%114,1
Luxemburgo520,8530,3+9,6+1,8%113,1
Espanha22 628,623 108,8+480,2+2,1%112,3
Croácia1777,81800,1+22,3+1,3%111,7
Dinamarca3239,83271,7+31,9+1,0%108,6
Países Baixos10 359,010 378,0+19,0+0,2%108,0
Itália26 773,627 165,7+392,1+1,5%107,3
Lituânia1485,31489,4+4,0+0,3%107,3
Eslovénia1102,01102,9+0,8+0,1%105,1
Bélgica5122,65135,4+12,8+0,2%104,7
Suécia5443,75467,3+23,6+0,4%104,7
Bulgária3596,53603,3+6,9+0,2%104,5
Hungria4805,94835,7+29,8+0,6%103,7
Áustria4733,34725,1-8,2-0,2%103,5
Estónia689,6690,5+0,9+0,1%103,5
Finlândia2731,02710,5-20,5-0,8%102,2
Alemanha45 911,045 696,0-215,0-0,5%100,7
Eslováquia2428,32428,4+0,20,0%99,4
Letónia900,1910,2+10,2+1,1%97,6
Roménia8341,78242,5-99,2-1,2%95,0

Onde os dois países se separaram

Na Alemanha, a descida concentra-se nos ramos que fabricam e transportam bens. A indústria transformadora emprega menos 176 000 pessoas do que um ano antes, uma descida de 2,4%, e menos 8,2% do que no fim de 2019. O comércio, transportes, alojamento e restauração perderam 116 000, e as atividades profissionais, científicas e administrativas 53 000.

Só um ramo alemão cresceu mais do que alguns milhares. A administração pública, educação, saúde e apoio social ganharam 188 000 pessoas empregadas, pelo que fora deste ramo a Alemanha tem menos 403 000 do que um ano antes, um número que a redação obteve somando as duas variações publicadas.

Em Espanha quase todos os ramos cresceram. A construção ganhou 121 000 pessoas empregadas, uma subida de 7,7%, as atividades profissionais, científicas e administrativas 135 000, e a indústria transformadora 62 000, uma subida de 2,7%. O maior ganho da Itália foi no comércio, transportes, alojamento e restauração, 219 000.

Um ramo encolheu nos três países. A informação e comunicação perdeu 26 000 pessoas em Espanha, 24 000 na Alemanha e 5000 em Itália, e 74 000 no conjunto da União Europeia.

Proveniência: Fonte
Variação do número de pessoas empregadas entre o segundo trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, milhares de pessoas, por ramo de atividade (NACE Rev. 2), ajustada de sazonalidade e de efeitos de calendário. A indústria transformadora faz parte da indústria e é mostrada na sua própria linha.
Ramo de atividadeAlemanhaEspanhaItáliaUnião Europeia
Agricultura, silvicultura e pesca-9,0+19,4-18,8-258,5
Indústria, exceto construção-159,0+72,0+5,2-240,7
da qual indústria transformadora-176,0+61,6+4,7-291,9
Construção-17,0+121,4+22,1+103,5
Comércio, transportes, alojamento e restauração-116,0+48,4+218,6+462,8
Informação e comunicação-24,0-25,6-5,1-74,0
Atividades financeiras e de seguros+1,0+28,3+7,8+74,8
Atividades imobiliárias+4,0+3,2-4,5+35,6
Atividades profissionais, científicas e administrativas-53,0+134,8+95,9+221,4
Administração pública, educação, saúde e apoio social+188,0+82,1+34,6+543,6
Atividades artísticas, recreativas e outros serviços-28,0-3,8+36,3+152,9

O que esta contagem mede

Conta pessoas, não postos. As contas nacionais contam todas as pessoas empregadas, por conta de outrem e por conta própria, que trabalham para um produtor no país, onde quer que vivam. Uma pessoa é contada uma só vez, por muitos empregos que tenha.

Conta um saldo, não o movimento. Uma subida de 480 000 é a diferença entre duas contagens com um ano de intervalo, não o número de pessoas contratadas nem o de postos criados. Entretanto houve contratações e saídas, e a fonte não diz quantas de cada.

E conta pessoas empregadas, não pessoas à procura de emprego. O desemprego é medido por outro inquérito, e nada aqui diz quantas das pessoas que saíram da indústria transformadora alemã procuram trabalho, se reformaram ou passaram para outro ramo.

Proveniência: FonteO que isto conta
  1. PESSOAS EMPREGADAS, não postos abertos. As contas nacionais contam todas as pessoas empregadas, tanto trabalhadores por conta de outrem como por conta própria, segundo o conceito interno: todos os que trabalham para um produtor no país, onde quer que vivam. Um trabalhador transfronteiriço é contado onde trabalha.
  2. UMA VARIAÇÃO LÍQUIDA. A subida de 480 000 em Espanha é a diferença entre duas contagens com um ano de intervalo. Não é o número de pessoas contratadas, nem o número de postos criados: ao longo do ano houve contratações e saídas, e só o seu saldo está aqui.
  3. A MESMA ESTAÇÃO, COM AJUSTAMENTO. Todas as comparações opõem o segundo trimestre de 2026 ao segundo trimestre de 2025, na série que o Eurostat ajusta de sazonalidade e do número de dias úteis. O fim de 2019 é um segundo horizonte, impresso na sua própria coluna e nunca misturado com o primeiro.

Assim, os 480 000 de Espanha não dizem que os empregadores espanhóis criaram 480 000 postos, e os 215 000 da Alemanha não dizem que 215 000 pessoas foram despedidas ou estão desempregadas: dizem que no segundo trimestre de 2026 trabalhavam em Espanha mais 480 000 pessoas do que um ano antes, e na Alemanha menos 215 000.

Uma só contagem, feita da mesma forma em todos os Estados-Membros, e uma leitura que esquece o que ela conta diz o que a fonte não diz.

O que estes números não dizem

Não apontam causa nenhuma. Os preços da energia, as tarifas aduaneiras, a indústria automóvel e a imigração foram todos invocados para explicar o ano da Alemanha ou o de Espanha, e nenhum deles é medido aqui.

Não dizem que o emprego passou da Alemanha para Espanha. As duas contagens são feitas separadamente, das pessoas que trabalham em cada país, e nada nelas segue alguém através de uma fronteira.

Nada dizem sobre salários, postos de trabalho vagos ou contratações, e não preveem nada. Os números da Alemanha e de Espanha são provisórios e podem ser revistos. A Chéquia, a Grécia, a França, Malta, a Polónia e Portugal publicam apenas uma série ajustada de sazonalidade e não estão na tabela.

O que isto significa para si

Se procura trabalho em Espanha

Os maiores ganhos do ano deram-se nas atividades profissionais, científicas e administrativas, com mais 135 000 pessoas empregadas, e na construção, com mais 121 000, uma subida de 7,7%. A informação e comunicação encolheu, em 26 000. A contagem é de pessoas empregadas, não de postos abertos, por isso consulte as ofertas em direto da sua própria profissão antes de ler uma subida como uma oportunidade de emprego.

Se recruta na Alemanha

A administração pública, a educação e a saúde ganharam 188 000 pessoas empregadas ao longo do ano, o único ramo alemão a crescer mais do que alguns milhares. Se recruta para uma escola, uma clínica ou um organismo público, foi aí que o resto do mercado também cresceu. A indústria transformadora emprega menos 176 000 pessoas; se alguma delas procura trabalho não consta desta fonte.

Se trabalha em informação e comunicação

É o único ramo que encolheu ao mesmo tempo em Espanha, na Alemanha e em Itália: em 26 000, 24 000 e 5000 pessoas ao longo do ano, e em 74 000 no conjunto da UE. É uma contagem das pessoas que trabalham para empresas do ramo, não de uma profissão; um programador de um banco é contado nas finanças.

Como foi contado

Método

  1. Dois conjuntos de dados de uma mesma publicação. Eurostat namq_10_pe, população e emprego, e namq_10_a10_e, emprego por ramo de atividade, ambos das contas nacionais trimestrais, lidos através da API de difusão do Eurostat a 27 de setembro de 2026 (a data é a marca temporal dos ficheiros descarregados, 19:30). O Eurostat atualizou ambos pela última vez a 25 de setembro de 2026. Emprego total, conceito interno, milhares de pessoas, ajustado de sazonalidade e de efeitos de calendário.
  2. As PESSOAS EMPREGADAS são o emprego total no conceito interno: trabalhadores por conta de outrem e por conta própria que trabalham para produtores residentes no país, sejam quem forem e vivam onde viverem. Os RAMOS são os dez grandes grupos da NACE Rev. 2; a indústria transformadora faz parte da indústria, e a administração pública, educação, saúde e apoio social formam um só grupo.
  3. NÍVEIS PUBLICADOS, VARIAÇÕES CALCULADAS. O Eurostat publica níveis em milhares; cada variação e cada percentagem aqui são aritmética sobre dois níveis publicados, e o texto arredonda as variações ao milhar mais próximo: Espanha, 23 108,8 menos 22 628,6 é 480,2 milhares; Alemanha, 45 696,0 menos 45 911,0 é menos 215,0 milhares. Os 403 000 fora da administração pública, educação e saúde são um cálculo da redação: 215 000 mais 188 000.
  4. O NÚMERO DA UE É O DO EUROSTAT. O agregado da UE, 220 351,56 milhares no segundo trimestre de 2025 e 221 372,99 milhares um ano depois, abrange membros que não estão na tabela, pelo que a variação de nenhum país é expressa como uma parte dele.
  5. ESTADOS-MEMBROS. 21 dos 27 publicam a série ajustada de sazonalidade e de calendário, e são eles a tabela. A Chéquia, a Grécia, a França, Malta, a Polónia e Portugal publicam apenas uma série ajustada de sazonalidade; nela, no mesmo ano, a França cresceu 7000, a Polónia 78 000, Portugal 117 000, a Chéquia 83 000, Malta 15 000 e a Grécia 4000. O Eurostat assinala como provisórios os números da Alemanha, de Espanha, da Bélgica, da Bulgária, da Croácia, da Hungria, do Luxemburgo, dos Países Baixos e da Roménia; as marcas são mantidas, não corrigidas.
O que os dados estabelecem, e o que não

O que os dados estabelecem

  • Entre o segundo trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026, o número de pessoas empregadas aumentou 480 000 em Espanha (2,1%) e diminuiu 215 000 na Alemanha (0,5%); o conjunto da UE ganhou 1 021 000.
  • Dos 21 Estados-Membros que publicam a série ajustada, 17 cresceram e 4 recuaram: a Alemanha, a Roménia, a Finlândia e a Áustria.
  • A indústria transformadora alemã emprega menos 176 000 pessoas do que um ano antes e menos 8,2% do que no fim de 2019; a espanhola emprega mais 62 000.
  • A administração pública, educação, saúde e apoio social ganharam 188 000 pessoas empregadas na Alemanha; fora deste ramo, a Alemanha tem menos 403 000, um número calculado.
  • A informação e comunicação encolheu em Espanha, na Alemanha e em Itália, e no conjunto da UE.

O que não estabelecem

  • Qualquer causa. Os preços da energia, as tarifas aduaneiras, a indústria automóvel e a imigração foram todos invocados, e nenhum deles é medido aqui.
  • O desemprego. Quem deixou de trabalhar pode estar à procura de emprego, reformado ou a estudar; esta fonte não o diz.
  • Postos de trabalho vagos, contratações ou postos criados. A contagem é um saldo líquido de pessoas empregadas, não o movimento por trás dele.
  • Que o emprego tenha passado da Alemanha para Espanha, ou que uma parte da subida da UE pertença a um país.
  • Nada sobre salários, e qualquer previsão; os números da Alemanha e de Espanha são provisórios.
Fontes primárias

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