Os preços subiram mais depressa do que a remuneração
De setembro de 2025 a setembro de 2026, a remuneração média por hora dos trabalhadores do setor privado dos Estados Unidos subiu 3,0%, para 37,81 dólares. No mesmo ano, os preços no consumidor, medidos pelo CPI-U, subiram 3,7%.
Assim, a remuneração média real por hora, o que uma hora dessa remuneração compra a preços constantes, desceu 0,7%, de 11,32 dólares para 11,24 dólares constantes de 1982 a 1984. O Gabinete de Estatísticas do Trabalho publicou os números a 14 de outubro de 2026.
Em todos os meses de abril a setembro de 2026, a remuneração real por hora esteve abaixo do nível de um ano antes. Antes de abril, o último mês em que isso aconteceu foi abril de 2023.
| Indicador | set. 2025 | set. 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Remuneração por hora | 36,70 | 37,81 | +3,0% |
| Preços no consumidor (CPI-U) | 324,245 | 336,298 | +3,7% |
| Remuneração real por hora | 11,32 | 11,24 | -0,7% |
| Horas semanais | 34,2 | 34,4 | +0,6% |
| Remuneração real semanal | 387,10 | 386,76 | -0,1% |
O que descreve uma média da remuneração por hora
A remuneração média por hora é uma média de todos os empregos do setor privado não agrícola, não o aumento de um trabalhador em particular. A média varia quando muda a combinação de empregos de salário alto e de salário baixo, mesmo que a remuneração de ninguém mude.
A remuneração real divide essa média pelo índice de preços no consumidor para todos os consumidores urbanos. Descreve a remuneração antes de impostos e sem benefícios, a preços de 1982 a 1984.
O inquérito abrange os empregadores privados, pelo que os trabalhadores da administração pública, os trabalhadores agrícolas e os trabalhadores por conta própria ficam de fora. Os números de agosto e setembro de 2026 são provisórios e serão revistos.
- REMUNERAÇÃO MÉDIA POR HORA: a massa salarial de todos os empregos do setor privado não agrícola dividida pelas suas horas pagas, antes de impostos, a partir de um inquérito mensal aos empregadores. É uma média de empregos, não a remuneração de um trabalhador típico, e varia quando muda a combinação de empregos de salário alto e de salário baixo.
- REMUNERAÇÃO REAL: a remuneração média por hora dividida pelo índice de preços no consumidor para todos os consumidores urbanos, em dólares constantes de 1982 a 1984. 37,81 dólares divididos por um índice de preços de 336,298 dão 11,24 dólares.
- PROVISÓRIO: os números de agosto e setembro de 2026 são revistos à medida que mais empregadores respondem.
Assim, uma remuneração real por hora 0,7% mais baixa não diz que algum trabalhador teve um corte salarial: a remuneração média por hora subiu 3,0%. Diz que, em média, uma hora de remuneração no setor privado comprava menos 0,7% em setembro de 2026 do que um ano antes.
Uma média, um índice de preços e dois meses provisórios, e uma leitura que esqueça qualquer um deles diz o que a fonte não diz.
Por hora e por semana
A remuneração semanal desceu menos: a remuneração média real semanal foi 0,1% mais baixa, 386,76 dólares contra 387,10 dólares. A semana de trabalho média passou de 34,2 para 34,4 horas, um aumento de 0,6%, que compensou a maior parte da descida por hora.
Só em setembro, a remuneração real por hora desceu 0,5%, com a remuneração por hora a subir 0,1% e os preços 0,6%. Um único mês pode ser revisto; a conclusão é o ano.
Dos meses de setembro de 2019 a 2026, a remuneração real por hora foi mais alta em 2020, com 11,35 dólares, e mais baixa em 2019, com 10,98 dólares. Setembro de 2026, com 11,24 dólares, fica abaixo de 2025 e acima de 2024, com 11,23 dólares.
| Setembro | Real por hora | Por hora | CPI-U | Horas semanais |
|---|---|---|---|---|
| 2019 | 10,98 | 28,16 | 256,430 | 34,4 |
| 2020 | 11,35 | 29,51 | 259,997 | 34,8 |
| 2021 | 11,31 | 30,98 | 273,910 | 34,8 |
| 2022 | 10,99 | 32,57 | 296,349 | 34,6 |
| 2023 | 11,07 | 34,01 | 307,276 | 34,4 |
| 2024 | 11,23 | 35,34 | 314,732 | 34,3 |
| 2025 | 11,32 | 36,70 | 324,245 | 34,2 |
| 2026 | 11,24 | 37,81 | 336,298 | 34,4 |
O que estes números não dizem
Não dizem porque é que os preços subiram mais depressa do que a remuneração. Nada aqui mede as tarifas aduaneiras, os preços da energia, as taxas de juro ou a imigração, e nenhuma política é avaliada.
Não dizem que a remuneração de algum trabalhador desceu, nem que as famílias estão pior: descrevem a remuneração por hora antes de impostos, e não dizem nada sobre benefícios, outros rendimentos, qualquer setor ou qualquer estado.
Comparam os Estados Unidos apenas consigo próprios, e nada disto é uma previsão.



