Tempo parcial, tempo inteiro
Em França, 20,2% das pessoas que trabalhavam a tempo parcial estavam em risco de pobreza no inquérito de 2025, contra 6,0% das que trabalhavam a tempo inteiro. Em 2022, a taxa do tempo parcial era de 15,8%.
No conjunto da UE, a taxa do tempo parcial era de 13,5%. A tempo inteiro, a França ficava abaixo da média da UE, com 6,0% contra 6,8%.
Os trabalhadores com contrato a termo mostram o mesmo fosso: 18,2%, contra 4,9% dos que têm contrato sem termo. Os trabalhadores por conta própria estavam nos 21,8%, os trabalhadores por conta de outrem nos 6,8%.
| Grupo | França 2022 | França 2025 | Variação | UE 2025 |
|---|---|---|---|---|
| Total empregados | 7,5% | 8,7% | +1,2 | 8,3% |
| Por conta de outrem | 6,0% | 6,8% | +0,8 | 6,5% |
| Por conta própria | 17,5% | 21,8% | +4,3 | 19,7% |
| Tempo inteiro | 5,4% | 6,0% | +0,6 | 6,8% |
| Tempo parcial | 15,8% | 20,2% | +4,4 | 13,5% |
| Contrato sem termo | 4,4% | 4,9% | +0,5 | 5,2% |
| Contrato a termo | 14,2% | 18,2% | +4,0 | 12,9% |
Agregados familiares, não salários
Estar em risco de pobreza significa que o rendimento disponível de um agregado familiar, ajustado à sua dimensão, está abaixo de 60% da mediana nacional. Para um adulto sozinho em França, esse limiar era de 15 875 euros por ano.
Diz respeito ao agregado, não ao emprego. Um salário baixo num agregado com outro rendimento pode não contar; um salário completo que sustenta uma família pode contar.
Cada inquérito mede os rendimentos do ano anterior. Os números de 2025 descrevem 2024, e o limiar acompanha a mediana.
- EM RISCO DE POBREZA: o rendimento disponível do agregado familiar, ajustado à sua dimensão, está abaixo de 60% da mediana nacional. Para um adulto sozinho em França, isso correspondia a 15 875 euros por ano no inquérito de 2025. Diz respeito ao agregado, não ao salário.
- EMPREGADOS: pessoas com 18 ou mais anos que estiveram empregadas durante mais de metade do ano de rendimento. O tempo parcial ou o contrato a termo descreve a sua situação principal nesse ano.
- O ANO: cada inquérito mede os rendimentos do ano civil anterior, pelo que os números de 2025 descrevem 2024. O Eurostat assinala quebras de série para a França em 2008, 2020 e 2022, pelo que as variações aqui contam a partir de 2022.
Assim, 20,2% não diz que um em cada cinco trabalhadores a tempo parcial recebe abaixo de um limiar de pobreza: diz que um em cada cinco vivia num agregado cujo rendimento, ajustado à sua dimensão, ficava abaixo de 15 875 euros por ano para um adulto sozinho.
Um limiar ao nível do agregado, um ano de rendimentos e uma quebra de série, e uma leitura que esqueça qualquer um deles diz o que a fonte não diz.
Três subidas seguidas
No conjunto das pessoas empregadas em França, a taxa era de 8,7% no inquérito de 2025, acima dos 7,5% de 2022, dos 7,8% de 2023 e dos 8,3% de 2024. A média da UE era de 8,3%.
Para o tempo parcial, 20,2% é o valor mais alto da série francesa, que começa em 2004. A série tem quebras em 2008, 2020 e 2022, pelo que só a variação desde 2022 é medida numa mesma base.
O inquérito foi concebido para medir a taxa de pobreza global com uma precisão de cerca de um ponto, e um grupo como o do tempo parcial assenta numa amostra mais pequena. Uma variação de algumas décimas num ano pode ser ruído; no tempo parcial, a taxa passou de 15,5% para 17,2% e voltou a descer para 13,9% entre 2019 e 2021.
| Inquérito | França | Tempo parcial | UE |
|---|---|---|---|
| 2019 | 7,4% | 15,5% | 9,1% |
| 2020 (quebra) | 7,4% | 17,2% | 8,8% |
| 2021 | 6,9% | 13,9% | 8,9% |
| 2022 (quebra) | 7,5% | 15,8% | 8,5% |
| 2023 | 7,8% | 16,6% | 8,3% |
| 2024 | 8,3% | 17,8% | 8,2% |
| 2025 | 8,7% | 20,2% | 8,3% |
O que estes números não dizem
Não dizem porquê. Nada aqui mede o salário mínimo, as prestações sociais, os preços ou qualquer reforma, e nenhuma política é avaliada.
Não contam pessoas, e descrevem a França no seu conjunto, não uma região. A França só é comparada com a média da UE.
Descrevem os rendimentos de 2024, e nada disto é uma previsão.



