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Fotografia: National Cancer Institute / Unsplash · Estados Unidos

Observatório de mercados · 28

A saúde e o apoio social ganharam mais empregos do que toda a economia norte-americana

No ano até setembro, o setor ganhou 520 400 empregos e todo o emprego assalariado dos EUA 496 000, pelo que todos os outros setores juntos perderam 24 400.

O relatório de emprego de setembro trouxe mais 29 000 empregos, e o ano que o antecede guarda um facto mais nítido: um só setor ganhou mais empregos do que toda a economia norte-americana. Eis de onde vieram, setor a setor, os 496 000 empregos do ano, o que o inquérito aos empregadores conta e o que não conta, e o que muda se recruta ou procura trabalho nos Estados Unidos.

+520 400empregos ganhos pela saúde e apoio social nos doze meses até setembro de 2026
+496 000empregos ganhos por todo o emprego assalariado dos EUA nos mesmos doze meses
-24 400todos os outros setores juntos, cálculo da redação sobre os dois números acima

Um só setor ganhou mais empregos do que toda a economia

Saúde + social520 400
Emprego total496 000
Só saúde371 800
Apoio social148 600
Empregos ganhos nos doze meses até setembro de 2026, ajustados de sazonalidade: saúde e apoio social, todo o emprego assalariado dos EUA (total não agrícola) e as duas partes do setor, a saúde e o apoio social. Bureau of Labor Statistics dos EUA, inquérito aos empregadores, lido através da FRED a 3 de outubro de 2026.

Mais do que toda a economia

Nos doze meses até setembro de 2026, o setor da saúde e apoio social ganhou 520 400 empregos; o emprego assalariado norte-americano no seu conjunto, 496 000. O Bureau of Labor Statistics (BLS) publicou os números de setembro a 2 de outubro de 2026, e só setembro acrescentou 29 000.

Todos os outros setores juntos perderam, portanto, 24 400 empregos ao longo do ano. É um cálculo da redação: os doze setores do inquérito aos empregadores somam o total, salvo arredondamentos, pelo que o resto é o total menos esse único setor.

Só a saúde ganhou 371 800 dos 520 400, três quartos do ganho de toda a economia, e o apoio social 148 600. Dentro da saúde, os serviços de ambulatório, como consultórios médicos e cuidados de saúde ao domicílio, ganharam 213 300, os hospitais 108 100 e os cuidados de enfermagem e residenciais 50 400.

Proveniência: Fonte
Empregos assalariados nos EUA por setor, setembro de 2025 e setembro de 2026, ajustados de sazonalidade, com a variação em empregos e em percentagem. Os doze setores somam o total, salvo arredondamentos; ordenados do maior ganho para o menor. Bureau of Labor Statistics dos EUA, inquérito aos empregadores (Current Employment Statistics), através da FRED. Setembro de 2026 é provisório.
SetorSetembro de 2025Setembro de 2026Variação, empregosVariação, %
Todo o emprego assalariado (total não agrícola)158 548 000159 044 000+496 000+0,31%
Saúde e apoio social23 438 20023 958 600+520 400+2,22%
Serviços profissionais e às empresas22 359 00022 482 000+123 000+0,55%
Construção8 255 0008 364 000+109 000+1,32%
Lazer, alojamento e restauração16 907 00016 969 000+62 000+0,37%
Comércio, transportes e serviços de utilidade pública28 725 00028 778 000+53 000+0,18%
Indústria transformadora12 612 00012 652 000+40 000+0,32%
Outros serviços6 005 0006 039 000+34 000+0,57%
Indústrias extrativas e exploração florestal605 000607 000+2000+0,33%
Serviços de ensino privados4 050 3004 046 400-3900-0,10%
Atividades financeiras9 189 0009 082 000-107 000-1,16%
Informação2 859 0002 739 000-120 000-4,20%
Administração pública23 543 00023 327 000-216 000-0,92%

E o resto da economia

Fora da saúde e apoio social, os empregadores privados ganharam 191 600 empregos e a administração pública perdeu 216 000. O emprego federal caiu 232 000 e o dos governos estaduais 25 000, enquanto as administrações locais ganharam 41 000.

Os serviços profissionais e às empresas ganharam 123 000 empregos e a construção 109 000; a informação perdeu 120 000 e as atividades financeiras 107 000. O lazer, alojamento e restauração ganharam 62 000, o comércio, transportes e serviços de utilidade pública 53 000 e a indústria transformadora 40 000.

O emprego assalariado caiu em quatro dos doze meses: outubro e dezembro de 2025, fevereiro e julho de 2026. O ganho do ano veio dos outros oito.

O que conta o inquérito aos empregadores

Conta postos, não pessoas. O inquérito pergunta aos empregadores quantas pessoas têm na folha de salários, pelo que quem tem dois empregos conta duas vezes e ninguém é seguido de um emprego para outro.

Classifica-os pelo setor do empregador, não pelo que é o posto. Um rececionista num hospital conta na saúde; uma enfermeira colocada por uma empresa de trabalho temporário conta nos serviços profissionais e às empresas.

E os seus últimos meses são primeiras estimativas. O BLS revê cada mês duas vezes nos relatórios seguintes e afere o nível de março pelos registos fiscais uma vez por ano.

Proveniência: FonteO que isto conta
  1. EMPREGOS, NÃO PESSOAS: o inquérito pergunta aos empregadores quantas pessoas têm na folha de salários, pelo que quem tem dois empregos conta duas vezes, e ninguém é seguido de um emprego para o seguinte.
  2. O SETOR DO EMPREGADOR, NÃO A PROFISSÃO: um rececionista ou um cozinheiro empregado por um hospital conta na saúde; uma enfermeira empregada por uma empresa de trabalho temporário conta nos serviços profissionais e às empresas.
  3. UMA PRIMEIRA ESTIMATIVA: os dois últimos meses são revistos nos dois relatórios seguintes, e o nível de cada março é aferido uma vez por ano pelos registos fiscais. Setembro de 2026 é provisório.

Assim, 520 400 não diz que mais meio milhão de pessoas trabalham como enfermeiros ou cuidadores: diz que os empregadores da saúde e apoio social tinham na folha de salários, em setembro de 2026, mais 520 400 postos do que um ano antes, sejam esses postos quais forem.

Um só inquérito aos empregadores, que conta postos segundo o setor do empregador, e uma leitura que esqueça qualquer das duas coisas diz o que a fonte não diz.

O que estes números não dizem

Não apontam causa nenhuma. O envelhecimento da população, a imigração, a política federal, as tarifas aduaneiras, as taxas de juro e a inteligência artificial foram todos invocados para explicar o emprego norte-americano, e nenhum deles é medido aqui.

Não dizem que alguém perdeu ou encontrou um emprego. Um setor com menos postos pode ter pessoas que passaram para outro setor, se reformaram ou procuram trabalho, e este inquérito não permite saber qual das hipóteses.

Não são a taxa de desemprego, que vem de outro inquérito, feito às famílias, e nada dizem sobre salários ou horas de trabalho. Nada disto é uma previsão.

O que isto significa para si

Se procura trabalho nos Estados Unidos

Os empregadores da saúde e apoio social ganharam 520 400 empregos no ano até setembro, mais do que toda a economia, enquanto todos os outros setores juntos perdiam 24 400. O inquérito classifica cada emprego pelo setor do empregador, não pela função: hospitais, clínicas e lares também contratam rececionistas, administrativos de faturação, cozinheiros, motoristas e técnicos informáticos. Se a sua profissão não é clínica, inclua esses empregadores na sua pesquisa antes de concluir que ninguém está a contratar.

Se recruta fora da saúde

A informação perdeu 120 000 empregos ao longo do ano e as atividades financeiras 107 000, enquanto a saúde e apoio social ganhavam 520 400. Para uma função de escritório ou técnica, conte com disputar os mesmos candidatos com os empregadores da saúde, e olhe para candidatos vindos da informação e das finanças, os dois setores privados que mais empregos perderam. O inquérito conta postos, não pessoas, por isso não consegue dizer quantos desses candidatos procuram trabalho.

Como foi contado

Método

  1. Um só inquérito. Bureau of Labor Statistics dos EUA, Current Employment Statistics (o inquérito aos empregadores), tal como publicado em “The Employment Situation - September 2026” a 2 de outubro de 2026, lido através da FRED, a base de dados do Federal Reserve Bank of St. Louis, a 3 de outubro de 2026 às 19:55 (+01:00). Nesse dia, o bls.gov recusava leituras automatizadas (403); a FRED disponibiliza as mesmas séries.
  2. SÉRIES. Todas mensais, ajustadas de sazonalidade, em milhares de empregos: total não agrícola (PAYEMS), os doze setores da tabela, a saúde (CES6562000101) e os seus três ramos, o apoio social (CES6562400001), o setor privado (USPRIV) e as administrações federal, estaduais e locais.
  3. ARITMÉTICA. Uma variação em empregos é a diferença entre dois níveis publicados; uma variação em percentagem é calculada sobre os mesmos níveis. Os doze setores somam o total não agrícola com uma diferença de 500 empregos, por arredondamento, em setembro de 2025, e exatamente em setembro de 2026, pelo que «todos os outros setores» são o total menos a saúde e apoio social: menos 24 400 empregos. Os empregadores privados fora do setor são o total privado menos o setor: 191 600.
  4. MESES. O emprego assalariado caiu face ao mês anterior em outubro de 2025, dezembro de 2025, fevereiro de 2026 e julho de 2026, na versão dos dados de setembro de 2026.
  5. REVISÕES. Agosto e setembro de 2026 são primeiras ou segundas estimativas e serão revistos, e a aferição anual reverá o nível de todos os meses. Cada número aqui é o da versão lida a 3 de outubro de 2026.
O que os dados estabelecem, e o que não

O que os dados estabelecem

  • Nos doze meses até setembro de 2026, o setor da saúde e apoio social ganhou 520 400 empregos, mais do que os 496 000 ganhos por todo o emprego assalariado dos EUA.
  • Todos os outros setores juntos perderam 24 400 empregos: os empregadores privados fora do setor ganharam 191 600 e a administração pública perdeu 216 000, com o emprego federal a cair 232 000.
  • Só a saúde ganhou 371 800 empregos, três quartos do ganho da economia; a informação perdeu 120 000 e as atividades financeiras 107 000.
  • Setembro de 2026 acrescentou 29 000 empregos, e o emprego assalariado caiu em quatro dos doze meses.

O que não estabelecem

  • Qualquer causa. O envelhecimento da população, a imigração, a política federal, as tarifas aduaneiras, as taxas de juro e a inteligência artificial foram todos invocados, e nenhum deles é medido aqui.
  • Que alguém tenha perdido, encontrado ou mudado de emprego: o inquérito conta postos, não pessoas.
  • O que são esses empregos: o setor é o do empregador, não a profissão.
  • A taxa de desemprego, os salários ou as horas, que este inquérito não traz ou esta edição não usa.
  • Qualquer previsão, ou a dimensão das revisões ainda por vir.
Fontes primárias

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