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O registo · 18 de setembro de 2026

No Paquistão, quarenta e cinco em cada cem mulheres jovens não trabalham nem estudam.Nos Países Baixos são quatro em cada cem jovens, mulheres e homens por igual.

Dezoito economias, uma taxa cada: a parte das pessoas de 15 a 24 anos que não estão nem a trabalhar nem em educação ou formação, total, mulheres e homens, no último ano publicado pelo seu instituto de estatística. Nem desemprego, nem ociosidade, e uma parte de todos os jovens, não da população ativa. Tudo o que se segue é verificável face ao mercado em direto.

45,4%das mulheres jovens do Paquistão não estavam nem empregadas nem em educação ou formação em 2025, contra 13,1% dos homens jovens
3,9%dos jovens dos Países Baixos em 2025, a taxa mais baixa de 117 países, e igual para mulheres e homens
82dos 117 países registam uma taxa mais alta para as mulheres jovens do que para os homens jovens. A diferença mediana é de 2,2 pontos; no Paquistão é de 32,3

Quarenta e cinco contra quatro

No seu último ano publicado, 45,4% das mulheres jovens do Paquistão não estavam nem empregadas nem em educação ou formação, e 3,9% do conjunto dos jovens dos Países Baixos: a diferença entre sexos mais larga de 117 países no primeiro, a taxa mais baixa dos 117 no segundo. A tabela coloca os dois entre as outras economias em que esta redação publica, mais a África do Sul, o Egito, o Brasil e os Emirados.

A dispersão é ampla nos dois extremos. Treze dos 117 países estão nos 30% ou mais e 31 estão abaixo dos 10%; o país mediano fica nos 15,3%. Nauru, com 50,4%, e o Jibuti, com 44,0%, registam as taxas mais altas; a Islândia, com 4,0%, está ao lado dos Países Baixos no fundo. A África do Sul, com 34,6%, é a mais alta das dezoito, e lá os dois sexos estão a dois pontos.

A taxa das mulheres jovens é superior à dos homens jovens em 82 dos 117, com uma mediana de 2,2 pontos, e em 15 países é mais do dobro. A diferença é de 32,3 pontos no Paquistão, 45,4% contra 13,1%; de 30,6 no Mali; de 27,7 na Guatemala; de 27,6 na Índia, 39,7% contra 12,1%. Em 35 países a taxa dos homens é a mais alta, entre eles o Reino Unido, 15,2% contra 13,6%, a França, 11,6% contra 10,4%, e a Espanha, 9,9% contra 8,9%.

Proveniência: Fonte
Parte das pessoas de 15 a 24 anos que não estão nem a trabalhar nem em educação ou formação, total, mulheres e homens, último ano publicado, para dezoito economias. Ordenadas pela taxa do conjunto dos jovens, da mais alta para a mais baixa. A posição é atribuída por essa taxa, entre os 117 países que a publicam.
EconomiaAnoTotalMulheresHomensPosição em 117
África do Sul202434,6%35,6%33,6%10
Paquistão202528,5%45,4%13,1%18
Índia202525,6%39,7%12,2%22
Egito202423,8%34,8%14,8%29
Turquia202523,3%30,9%16,3%30
Indonésia202321,4%26,3%16,7%34
Brasil202518,7%22,9%14,6%45
Filipinas202416,5%20,2%12,9%54
Reino Unido202514,4%13,6%15,2%66
Tailândia202512,4%14,3%10,5%77
França202511,0%10,4%11,6%82
Vietname202410,3%11,4%9,2%85
Polónia202510,1%11,1%9,1%86
Espanha20259,4%8,9%9,9%90
Alemanha20258,2%8,4%8,0%99
Emirados Árabes Unidos20257,5%13,2%4,9%104
Portugal20256,9%6,9%7,0%107
Países Baixos20253,9%4,1%3,8%117

O que se move com a taxa

Entre os 116 países com um valor de rendimento, a taxa move-se em sentido contrário ao rendimento: a correlação com o logaritmo do PIB por pessoa é de menos 0,69. A taxa das mulheres move-se em sentido contrário com mais força, a menos 0,72, do que a dos homens, a menos 0,54. As duas taxas correlacionam-se a 0,77 entre si: um país onde muitos homens jovens estão fora do trabalho e da escola é, quase sempre, um onde muitas mulheres jovens também estão.

A diferença entre sexos também se move em sentido contrário ao rendimento, a menos 0,50. Onde um país é mais pobre, a distância entre as suas mulheres jovens e os seus homens jovens é maior, e onde é mais rico as duas taxas convergem ou cruzam-se. O Paquistão e a Índia, com as diferenças mais largas da tabela, estão na metade mais pobre; o Reino Unido, a França, a Espanha e Portugal, onde a taxa dos homens é a mais alta ou as duas estão a par, na mais rica.

O Paquistão e os Países Baixos estão nos dois extremos dessa linha. Os homens jovens paquistaneses, com 13,1%, estão perto dos britânicos, com 15,2%; são os 45,4% das mulheres que fazem a taxa do país. Nos Países Baixos, 4,1% das mulheres jovens e 3,8% dos homens jovens, e os 41 pontos entre as mulheres jovens dos dois países são maiores do que qualquer diferença entre sexos da tabela.

Proveniência: FonteO que a taxa conta
  1. O NUMERADOR: toda a pessoa de 15 a 24 anos que não está empregada, segundo a regra da OIT de pelo menos uma hora de trabalho remunerado na semana, E que não está em educação nem em formação. Quem está numa das duas não é contado.
  2. O DENOMINADOR: todas as pessoas de 15 a 24 anos, ativas ou não. Não é uma taxa de desemprego: a maioria dos jovens aqui contados não procura trabalho, e os desempregados são apenas uma parte deles.
  3. O TRABALHO NÃO REMUNERADO EM CASA não é emprego nem educação. Uma mulher jovem que cria filhos, cuida de uma casa ou trabalha sem salário nas terras da família é contada aqui, por definição, e o valor não diz o que ela faz com o seu dia.

Por isso os 45,4% do Paquistão não dizem que 45 mulheres jovens em cada cem estão ociosas, nem que estão desempregadas: dizem que nem um emprego remunerado nem uma sala de aula as retém, e a fonte não diz o que o faz. E os 3,9% dos Países Baixos são uma parte de todos os seus jovens, com os estudantes no denominador, e é por isso que um país onde a maioria deles ainda está na escola fica no fundo.

Uma parte, três precisões, e uma leitura que perca qualquer uma delas diz algo que a fonte não diz.

O que a taxa não diz

Não diz quem está ocioso. A medida conta toda a pessoa de 15 a 24 anos que não está nem num emprego remunerado nem numa sala de aula, e o trabalho não remunerado em casa não é nenhuma das duas coisas: uma mulher jovem que cria filhos ou trabalha sem salário nas terras da família está dentro dos 45,4%. A fonte regista que está fora do emprego e da educação, e nada sobre o seu dia.

Não diz quem está desempregado. Os desempregados procuram trabalho; a maioria dos jovens aqui contados não está sequer na população ativa, e a parte é de todos os jovens, não dos que procuram emprego. A taxa de desemprego jovem de um país é outro número e não está neste artigo.

E não nomeia causa nem veredicto. O casamento, a escolaridade, a lei, o costume, o estado da economia e os empregos disponíveis estão todos por trás destes valores, e nenhum é medido aqui; também nada aqui diz que alguma taxa subiu ou desceu. Um ano por país, anos diferentes entre países: nada aqui é uma tendência.

O que os dados estabelecem

  • No seu último ano publicado, 45,4% das mulheres jovens do Paquistão (2025) e 3,9% do conjunto dos jovens dos Países Baixos (2025) não estavam nem empregados nem em educação ou formação: a diferença entre sexos mais larga e a taxa mais baixa de 117 países.
  • Entre os 117, o país mediano está nos 15,3%; treze estão nos 30% ou mais e 31 abaixo dos 10%; o intervalo vai de 3,9% nos Países Baixos a 50,4% em Nauru.
  • A taxa das mulheres jovens é superior à dos homens jovens em 82 dos 117, com uma mediana de 2,2 pontos, e é mais do dobro em 15: 32,3 pontos no Paquistão, 30,6 no Mali, 27,7 na Guatemala, 27,6 na Índia. Em 35 países a taxa dos homens é a mais alta, entre eles o Reino Unido, a França e a Espanha.
  • Entre países, a taxa correlaciona-se a menos 0,69 com o logaritmo do rendimento, a das mulheres a menos 0,72 e a dos homens a menos 0,54; a diferença entre sexos a menos 0,50; e as duas taxas a 0,77 entre si.

O que não estabelecem

  • Que alguém esteja ocioso. O trabalho não remunerado em casa não é emprego nem educação, e a fonte não diz o que um jovem aqui contado faz com o seu dia.
  • Que a taxa seja desemprego. A maioria dos contados não procura trabalho, e a parte é de todos os jovens, não da população ativa.
  • Que alguma taxa tenha subido ou descido. Um ano por país, e anos diferentes entre países: nada aqui é uma tendência.
  • Nenhuma causa, nem o casamento, nem a escolaridade, nem a lei, nem o costume, nem o estado da economia. Nenhuma é medida aqui.
  • Nada sobre o Japão, a China, Marrocos ou a Coreia do Sul, que não publicam esta série na tabela usada, nem sobre a Bielorrússia, cuja série se quebra entre 2022 e 2024.

Método

  1. Uma medida, uma observação por país. Fluxo de dados ILOSTAT DF_EIP_NEET_SEX_RT, parte dos jovens de 15 a 24 anos que não estão nem a trabalhar nem em educação ou formação, segundo o sexo, lido através da API SDMX da OIT a 18 de setembro de 2026. Para cada país usa-se a última observação anual entre 2023, 2024 e 2025, para o conjunto dos jovens, as mulheres e os homens; cada valor da tabela é um inquérito nacional ao emprego ou aos agregados familiares harmonizado pela OIT.
  2. OS AGREGADOS NÃO SÃO PAÍSES. A OIT serve regiões e grupos de rendimento com códigos parecidos com códigos de países; foram retirados mantendo apenas os códigos da lista de países do Banco Mundial, o que deixa 118. A Bielorrússia foi depois retirada: a sua série marca 5,1% em 2022 e 65,7% em 2024, uma quebra no processamento e não um mercado de trabalho, e um máximo construído sobre ela seria falso. Restam 117 países: 77 cujo último ano é 2025, 26 com 2024 e 14 com 2023. Cada posição e cada contagem são sobre os 117. O Japão, a China, Marrocos e a Coreia do Sul não publicam esta série nessa tabela, e é por isso que a tabela reúne doze dos dezasseis mercados desta redação e seis outras economias.
  3. A mediana é a média dos 58.º e 59.º valores, 15,29% e 15,30%, ou seja 15,3%. A diferença por sexo é a taxa das mulheres menos a dos homens no mesmo país e ano; a mediana das 117 diferenças é de 2,19 pontos, mostrada como 2,2. Treze países estão nos 30% ou mais, 31 abaixo dos 10%; em 82 a taxa das mulheres é a mais alta, em 35 a dos homens, e em 15 a das mulheres é mais do dobro da dos homens.
  4. As correlações são coeficientes de Pearson entre países, entre cada taxa, e a diferença, e o logaritmo natural do PIB per capita em PPC (Banco Mundial NY.GDP.PCAP.PP.KD, 2024, 116 países); e entre as taxas das mulheres e dos homens nos 117. Descrevem como os valores se dispõem entre países, não como algum país se moveu.
  5. O arredondamento faz-se uma só vez, na apresentação. A diferença entre as mulheres jovens do Paquistão e as dos Países Baixos é de 41,4 pontos a partir dos valores não arredondados 45,418 e 4,051, mostrada como 41. As dezoito economias são os doze mercados desta redação com valor, mais o Paquistão, os Países Baixos, a África do Sul, o Egito, o Brasil e os Emirados Árabes Unidos.

A BabZituna pontua cada emprego face ao seu perfil em seis dimensões reais, e publica o que consegue e o que não consegue medir. Ver o mercado em direto.

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