Quarenta e cinco contra quatro
No seu último ano publicado, 45,4% das mulheres jovens do Paquistão não estavam nem empregadas nem em educação ou formação, e 3,9% do conjunto dos jovens dos Países Baixos: a diferença entre sexos mais larga de 117 países no primeiro, a taxa mais baixa dos 117 no segundo. A tabela coloca os dois entre as outras economias em que esta redação publica, mais a África do Sul, o Egito, o Brasil e os Emirados.
A dispersão é ampla nos dois extremos. Treze dos 117 países estão nos 30% ou mais e 31 estão abaixo dos 10%; o país mediano fica nos 15,3%. Nauru, com 50,4%, e o Jibuti, com 44,0%, registam as taxas mais altas; a Islândia, com 4,0%, está ao lado dos Países Baixos no fundo. A África do Sul, com 34,6%, é a mais alta das dezoito, e lá os dois sexos estão a dois pontos.
A taxa das mulheres jovens é superior à dos homens jovens em 82 dos 117, com uma mediana de 2,2 pontos, e em 15 países é mais do dobro. A diferença é de 32,3 pontos no Paquistão, 45,4% contra 13,1%; de 30,6 no Mali; de 27,7 na Guatemala; de 27,6 na Índia, 39,7% contra 12,1%. Em 35 países a taxa dos homens é a mais alta, entre eles o Reino Unido, 15,2% contra 13,6%, a França, 11,6% contra 10,4%, e a Espanha, 9,9% contra 8,9%.
| Economia | Ano | Total | Mulheres | Homens | Posição em 117 |
|---|---|---|---|---|---|
| África do Sul | 2024 | 34,6% | 35,6% | 33,6% | 10 |
| Paquistão | 2025 | 28,5% | 45,4% | 13,1% | 18 |
| Índia | 2025 | 25,6% | 39,7% | 12,2% | 22 |
| Egito | 2024 | 23,8% | 34,8% | 14,8% | 29 |
| Turquia | 2025 | 23,3% | 30,9% | 16,3% | 30 |
| Indonésia | 2023 | 21,4% | 26,3% | 16,7% | 34 |
| Brasil | 2025 | 18,7% | 22,9% | 14,6% | 45 |
| Filipinas | 2024 | 16,5% | 20,2% | 12,9% | 54 |
| Reino Unido | 2025 | 14,4% | 13,6% | 15,2% | 66 |
| Tailândia | 2025 | 12,4% | 14,3% | 10,5% | 77 |
| França | 2025 | 11,0% | 10,4% | 11,6% | 82 |
| Vietname | 2024 | 10,3% | 11,4% | 9,2% | 85 |
| Polónia | 2025 | 10,1% | 11,1% | 9,1% | 86 |
| Espanha | 2025 | 9,4% | 8,9% | 9,9% | 90 |
| Alemanha | 2025 | 8,2% | 8,4% | 8,0% | 99 |
| Emirados Árabes Unidos | 2025 | 7,5% | 13,2% | 4,9% | 104 |
| Portugal | 2025 | 6,9% | 6,9% | 7,0% | 107 |
| Países Baixos | 2025 | 3,9% | 4,1% | 3,8% | 117 |
O que se move com a taxa
Entre os 116 países com um valor de rendimento, a taxa move-se em sentido contrário ao rendimento: a correlação com o logaritmo do PIB por pessoa é de menos 0,69. A taxa das mulheres move-se em sentido contrário com mais força, a menos 0,72, do que a dos homens, a menos 0,54. As duas taxas correlacionam-se a 0,77 entre si: um país onde muitos homens jovens estão fora do trabalho e da escola é, quase sempre, um onde muitas mulheres jovens também estão.
A diferença entre sexos também se move em sentido contrário ao rendimento, a menos 0,50. Onde um país é mais pobre, a distância entre as suas mulheres jovens e os seus homens jovens é maior, e onde é mais rico as duas taxas convergem ou cruzam-se. O Paquistão e a Índia, com as diferenças mais largas da tabela, estão na metade mais pobre; o Reino Unido, a França, a Espanha e Portugal, onde a taxa dos homens é a mais alta ou as duas estão a par, na mais rica.
O Paquistão e os Países Baixos estão nos dois extremos dessa linha. Os homens jovens paquistaneses, com 13,1%, estão perto dos britânicos, com 15,2%; são os 45,4% das mulheres que fazem a taxa do país. Nos Países Baixos, 4,1% das mulheres jovens e 3,8% dos homens jovens, e os 41 pontos entre as mulheres jovens dos dois países são maiores do que qualquer diferença entre sexos da tabela.
- O NUMERADOR: toda a pessoa de 15 a 24 anos que não está empregada, segundo a regra da OIT de pelo menos uma hora de trabalho remunerado na semana, E que não está em educação nem em formação. Quem está numa das duas não é contado.
- O DENOMINADOR: todas as pessoas de 15 a 24 anos, ativas ou não. Não é uma taxa de desemprego: a maioria dos jovens aqui contados não procura trabalho, e os desempregados são apenas uma parte deles.
- O TRABALHO NÃO REMUNERADO EM CASA não é emprego nem educação. Uma mulher jovem que cria filhos, cuida de uma casa ou trabalha sem salário nas terras da família é contada aqui, por definição, e o valor não diz o que ela faz com o seu dia.
Por isso os 45,4% do Paquistão não dizem que 45 mulheres jovens em cada cem estão ociosas, nem que estão desempregadas: dizem que nem um emprego remunerado nem uma sala de aula as retém, e a fonte não diz o que o faz. E os 3,9% dos Países Baixos são uma parte de todos os seus jovens, com os estudantes no denominador, e é por isso que um país onde a maioria deles ainda está na escola fica no fundo.
Uma parte, três precisões, e uma leitura que perca qualquer uma delas diz algo que a fonte não diz.
O que a taxa não diz
Não diz quem está ocioso. A medida conta toda a pessoa de 15 a 24 anos que não está nem num emprego remunerado nem numa sala de aula, e o trabalho não remunerado em casa não é nenhuma das duas coisas: uma mulher jovem que cria filhos ou trabalha sem salário nas terras da família está dentro dos 45,4%. A fonte regista que está fora do emprego e da educação, e nada sobre o seu dia.
Não diz quem está desempregado. Os desempregados procuram trabalho; a maioria dos jovens aqui contados não está sequer na população ativa, e a parte é de todos os jovens, não dos que procuram emprego. A taxa de desemprego jovem de um país é outro número e não está neste artigo.
E não nomeia causa nem veredicto. O casamento, a escolaridade, a lei, o costume, o estado da economia e os empregos disponíveis estão todos por trás destes valores, e nenhum é medido aqui; também nada aqui diz que alguma taxa subiu ou desceu. Um ano por país, anos diferentes entre países: nada aqui é uma tendência.
O que os dados estabelecem
- No seu último ano publicado, 45,4% das mulheres jovens do Paquistão (2025) e 3,9% do conjunto dos jovens dos Países Baixos (2025) não estavam nem empregados nem em educação ou formação: a diferença entre sexos mais larga e a taxa mais baixa de 117 países.
- Entre os 117, o país mediano está nos 15,3%; treze estão nos 30% ou mais e 31 abaixo dos 10%; o intervalo vai de 3,9% nos Países Baixos a 50,4% em Nauru.
- A taxa das mulheres jovens é superior à dos homens jovens em 82 dos 117, com uma mediana de 2,2 pontos, e é mais do dobro em 15: 32,3 pontos no Paquistão, 30,6 no Mali, 27,7 na Guatemala, 27,6 na Índia. Em 35 países a taxa dos homens é a mais alta, entre eles o Reino Unido, a França e a Espanha.
- Entre países, a taxa correlaciona-se a menos 0,69 com o logaritmo do rendimento, a das mulheres a menos 0,72 e a dos homens a menos 0,54; a diferença entre sexos a menos 0,50; e as duas taxas a 0,77 entre si.
O que não estabelecem
- Que alguém esteja ocioso. O trabalho não remunerado em casa não é emprego nem educação, e a fonte não diz o que um jovem aqui contado faz com o seu dia.
- Que a taxa seja desemprego. A maioria dos contados não procura trabalho, e a parte é de todos os jovens, não da população ativa.
- Que alguma taxa tenha subido ou descido. Um ano por país, e anos diferentes entre países: nada aqui é uma tendência.
- Nenhuma causa, nem o casamento, nem a escolaridade, nem a lei, nem o costume, nem o estado da economia. Nenhuma é medida aqui.
- Nada sobre o Japão, a China, Marrocos ou a Coreia do Sul, que não publicam esta série na tabela usada, nem sobre a Bielorrússia, cuja série se quebra entre 2022 e 2024.
Método
- Uma medida, uma observação por país. Fluxo de dados ILOSTAT DF_EIP_NEET_SEX_RT, parte dos jovens de 15 a 24 anos que não estão nem a trabalhar nem em educação ou formação, segundo o sexo, lido através da API SDMX da OIT a 18 de setembro de 2026. Para cada país usa-se a última observação anual entre 2023, 2024 e 2025, para o conjunto dos jovens, as mulheres e os homens; cada valor da tabela é um inquérito nacional ao emprego ou aos agregados familiares harmonizado pela OIT.
- OS AGREGADOS NÃO SÃO PAÍSES. A OIT serve regiões e grupos de rendimento com códigos parecidos com códigos de países; foram retirados mantendo apenas os códigos da lista de países do Banco Mundial, o que deixa 118. A Bielorrússia foi depois retirada: a sua série marca 5,1% em 2022 e 65,7% em 2024, uma quebra no processamento e não um mercado de trabalho, e um máximo construído sobre ela seria falso. Restam 117 países: 77 cujo último ano é 2025, 26 com 2024 e 14 com 2023. Cada posição e cada contagem são sobre os 117. O Japão, a China, Marrocos e a Coreia do Sul não publicam esta série nessa tabela, e é por isso que a tabela reúne doze dos dezasseis mercados desta redação e seis outras economias.
- A mediana é a média dos 58.º e 59.º valores, 15,29% e 15,30%, ou seja 15,3%. A diferença por sexo é a taxa das mulheres menos a dos homens no mesmo país e ano; a mediana das 117 diferenças é de 2,19 pontos, mostrada como 2,2. Treze países estão nos 30% ou mais, 31 abaixo dos 10%; em 82 a taxa das mulheres é a mais alta, em 35 a dos homens, e em 15 a das mulheres é mais do dobro da dos homens.
- As correlações são coeficientes de Pearson entre países, entre cada taxa, e a diferença, e o logaritmo natural do PIB per capita em PPC (Banco Mundial NY.GDP.PCAP.PP.KD, 2024, 116 países); e entre as taxas das mulheres e dos homens nos 117. Descrevem como os valores se dispõem entre países, não como algum país se moveu.
- O arredondamento faz-se uma só vez, na apresentação. A diferença entre as mulheres jovens do Paquistão e as dos Países Baixos é de 41,4 pontos a partir dos valores não arredondados 45,418 e 4,051, mostrada como 41. As dezoito economias são os doze mercados desta redação com valor, mais o Paquistão, os Países Baixos, a África do Sul, o Egito, o Brasil e os Emirados Árabes Unidos.
Fontes primárias
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