O único setor de serviços com menos pessoas empregadas
No segundo trimestre de 2026, 7 551 450 pessoas trabalhavam em informação e comunicação no conjunto da União Europeia, menos 73 950 do que um ano antes. É uma queda de 0,97%, num ano em que o emprego total da UE cresceu 1 021 430 pessoas, ou 0,46%. Os números são os das contas nacionais do Eurostat, publicadas a 6 de outubro de 2026.
Dos sete setores de serviços da desagregação do Eurostat em dez ramos, é o único com menos pessoas empregadas do que um ano antes. A administração pública, a educação e a saúde ganharam 543 560, o comércio, os transportes e o alojamento e restauração 462 770, e os serviços profissionais e de apoio 221 440. Fora dos serviços, a agricultura perdeu 258 470 e a indústria 240 720, com a indústria transformadora, sozinha, a recuar 291 850.
O setor continua muito maior do que antes da pandemia: trabalham nele mais 1 241 970 pessoas do que no final de 2019. O seu pico foi atingido no primeiro trimestre de 2025, com 7 644 680, e emprega hoje menos 93 230 pessoas. O seu peso no total das pessoas empregadas desceu de 3,46% para 3,41% no ano.
| Ramo | T2 2025 | T2 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Agricultura, silvicultura e pesca | 8 305 040 | 8 046 570 | -258 470 |
| Indústria | 33 443 900 | 33 203 180 | -240 720 |
| da qual indústria transformadora | 29 953 320 | 29 661 470 | -291 850 |
| Construção | 14 800 010 | 14 903 550 | +103 540 |
| Comércio, transportes, alojamento e restauração | 52 982 650 | 53 445 420 | +462 770 |
| Informação e comunicação | 7 625 400 | 7 551 450 | -73 950 |
| Atividades financeiras e de seguros | 5 028 030 | 5 102 810 | +74 780 |
| Atividades imobiliárias | 2 423 510 | 2 459 070 | +35 560 |
| Serviços profissionais, científicos e de apoio | 28 664 510 | 28 885 950 | +221 440 |
| Administração pública, educação e saúde | 53 787 360 | 54 330 920 | +543 560 |
| Artes, lazer e outros serviços | 13 291 140 | 13 444 060 | +152 920 |
| Todos os ramos | 220 351 560 | 221 372 990 | +1 021 430 |
O que a contagem abrange
O Eurostat conta as pessoas empregadas, trabalhadores por conta de outrem e por conta própria, no ramo da empresa para a qual trabalham. Um programador empregado por um banco conta nas finanças; um contabilista de um operador de telecomunicações conta na informação e comunicação. O setor abrange a edição, o cinema e a radiodifusão, as telecomunicações, a programação informática e os serviços de informação.
Cada trimestre é comparado com o mesmo trimestre do ano anterior. Os números são ajustados de sazonalidade e de efeitos de calendário, mas a trajetória de trimestre para trimestre é irregular: o setor ganhou 22 610 pessoas no último trimestre de 2025 antes de voltar a cair. É a comparação com o ano anterior que mostra uma queda três vezes seguidas.
É uma variação líquida, e uma primeira estimativa. As 73 950 pessoas a menos são a diferença entre duas contagens: nada dizem sobre quantas pessoas foram contratadas ou saíram. O Eurostat revê estes números à medida que chegam mais dados.
- A CONTAGEM: pessoas empregadas, trabalhadores por conta de outrem e por conta própria, segundo as contas nacionais do Eurostat, com dados ajustados de sazonalidade e de efeitos de calendário.
- O SETOR: o ramo da empresa, não a função. A informação e comunicação abrange a edição, o cinema, o vídeo e a música, a radiodifusão, as telecomunicações, a programação informática e os serviços de informação. Um programador empregado por um banco conta nas finanças.
- A COMPARAÇÃO: cada trimestre face ao mesmo trimestre do ano anterior, como variação líquida. Não conta contratações nem saídas, seja qual for o motivo.
Assim, menos 73 950 não diz que as empresas prescindiram de 73 950 pessoas, nem que o trabalho técnico está a desaparecer: diz que no segundo trimestre de 2026 as empresas deste setor empregavam menos 73 950 pessoas do que no segundo trimestre de 2025.
Uma contagem, um setor e uma comparação, e uma leitura que esqueça qualquer um deles diz o que a fonte não diz.
Três trimestres abaixo do ano anterior
O setor esteve abaixo do seu nível de um ano antes em cada um dos três últimos trimestres: menos 12 080 no final de 2025, menos 60 760 no primeiro trimestre de 2026 e menos 73 950 no segundo. Antes deles, o último trimestre em que esteve abaixo do ano anterior foi o quarto trimestre de 2010.
A queda aparece seja qual for o recorte da contagem: só os trabalhadores por conta de outrem recuam 56 340, e o setor da área do euro recua 102 950. O Eurostat ajusta cada agregado separadamente, pelo que o número da área do euro não é subtraído do da UE.
Nesses mesmos três trimestres, o emprego total da UE cresceu, em termos homólogos, entre 1 021 430 e 1 220 530 pessoas. O setor encolhe enquanto a economia à sua volta continua a ganhar pessoas empregadas.
| Trimestre | Pessoas empregadas | Variação homóloga | Conjunto da economia, variação homóloga |
|---|---|---|---|
| T3 2024 | 7 587 060 | +128 870 | +1 647 980 |
| T4 2024 | 7 636 560 | +156 260 | +1 396 760 |
| T1 2025 | 7 644 680 | +79 980 | +959 190 |
| T2 2025 | 7 625 400 | +18 510 | +1 061 220 |
| T3 2025 | 7 601 870 | +14 810 | +1 134 870 |
| T4 2025 | 7 624 480 | -12 080 | +1 220 530 |
| T1 2026 | 7 583 920 | -60 760 | +1 154 180 |
| T2 2026 | 7 551 450 | -73 950 | +1 021 430 |
O que estes números não dizem
Não dizem porquê. Nada aqui mede a inteligência artificial, as taxas de juro, as contratações anteriores ou as decisões de qualquer empresa, e nenhuma causa é avaliada.
Não contam contratações nem saídas, e nada dizem sobre salários, horas de trabalho, vagas ou candidatos. Contam um setor, não profissões: o trabalho técnico noutros ramos fica de fora.
Não dizem que Estados-Membros impulsionaram a queda, e nada disto é uma previsão. O segundo trimestre de 2026 é uma primeira estimativa e pode ser revisto.



